O Sindsaúde Regional do Seridó (RN) manifestou profunda preocupação e veemente crítica à aprovação, pelo Senado da Argentina, da reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. A matéria foi aprovada por 42 votos a 30 e, segundo a entidade, representa um grave retrocesso social ao reduzir indenizações por demissão sem justa causa, ampliar a jornada de trabalho de 8 para até 12 horas e impor limitações ao direito de greve — direitos considerados conquistas históricas da classe trabalhadora argentina.
Em nota, o sindicato declarou solidariedade aos trabalhadores argentinos e às centrais sindicais, destacando a posição da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que classificou a reforma como um ataque a direitos coletivos e individuais. O Sindsaúde afirmou ainda que experiências semelhantes na América Latina aprofundaram desigualdades e precarizaram relações de trabalho, reiterando que direitos trabalhistas são garantias fundamentais e não obstáculos ao desenvolvimento econômico.