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Hospitais Regionais do Seridó precisam de mais estado e menos terceirização

Sindsaude Regional do Seridó cobra reconstrução da rede pública, concurso, valorização dos servidores e retirada progressiva de equipamentos e estruturas privadas instaladas dentro dos hospitais públicos
A saúde pública do Rio Grande do Norte atravessa uma situação que exige respostas imediatas. A crise da rede SESAP não pode mais ser tratada como uma sucessão de problemas pontuais.

No Seridó, essa realidade atinge diretamente os dois principais hospitais estaduais da região: o Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, e o Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes, em Caicó.
São hospitais fundamentais para milhares de usuários do SUS, mas que precisam de investimentos, profissionais, equipamentos funcionando e uma política permanente de fortalecimento da rede pública.

Documentos oficiais mostram, inclusive, que o Estado recorreu a cooperativas para garantir plantões médicos no Hospital Telecila Freitas Fontes. Há também documentação da SESAP relativa à contratação de serviços de anestesiologia por cooperativa, abrangendo o Telecila Freitas e o Mariano Coelho, entre outras unidades estaduais. Para o Sindsaude Regional do Seridó, essa realidade precisa ser enfrentada estruturalmente.

QUEREMOS HOSPITAIS PÚBLICOS DE VERDADE!

O sindicato defende uma mudança de concepção na gestão da saúde estadual.
Não podemos aceitar que hospitais construídos, mantidos e financiados com dinheiro público dependam permanentemente de estruturas privadas para realizar atividades essenciais à sua própria finalidade.
Por isso, defendemos:

➡️ retirada progressiva de equipamentos privados instalados dentro dos hospitais públicos, sempre observados os contratos vigentes, a legislação e a continuidade da assistência;
➡️ encerramento responsável e juridicamente adequado dos contratos com cooperativas e demais formas de terceirização de atividades permanentes e essenciais, substituindo-as por servidores efetivos sempre que tecnicamente e legalmente possível;
➡️ realização de concursos públicos e convocação dos aprovados;
➡️ recomposição das equipes dos hospitais regionais;
➡️ aquisição de equipamentos pelo próprio Estado;
➡️ manutenção e modernização dos equipamentos públicos;
➡️ fortalecimento das equipes próprias de médicos, enfermagem, fisioterapia, farmácia, radiologia, laboratório, higienização, nutrição, manutenção e demais áreas;
➡️ criação de uma política permanente de valorização dos trabalhadores do SUS.
Não defendemos o fechamento de serviços nem a retirada irresponsável de equipamentos que possa prejudicar pacientes. Defendemos a transição planejada para que aquilo que é essencial e permanente seja progressivamente incorporado à estrutura pública.

EQUIPAMENTO PARADO É DINHEIRO PÚBLICO DESPERDIÇADO

É inadmissível que o Estado compre equipamentos e depois não tenha estrutura, profissionais ou manutenção para colocá-los em funcionamento.
Também não é aceitável que equipamentos e serviços essenciais permaneçam dependentes de estruturas privadas enquanto faltam investimentos na capacidade própria do Estado.
Hospital público precisa ter equipamento público, trabalhador valorizado e gestão pública eficiente.

TRABALHADOR NÃO PODE SER DESCARTÁVEL

O caminho não pode ser substituir continuamente servidores por vínculos precários.
O trabalhador concursado representa continuidade, experiência, compromisso institucional e estabilidade na prestação do serviço público.
Quando há déficit de profissionais, quem paga a conta é o trabalhador que fica sobrecarregado e, principalmente, o usuário que espera pelo atendimento.
Não queremos hospital funcionando à custa do sacrifício permanente dos servidores.
Queremos condições dignas de trabalho e assistência digna para a população.

CHEGA DE EMPURRAR A CRISE!

O Sindsaude Regional do Seridó cobra uma ação conjunta das instituições responsáveis.

AO GOVERNO DO ESTADO E À SESAP:

Apresentem um Plano Emergencial de Recuperação dos Hospitais Regionais do Seridó, com cronograma, orçamento, metas e responsáveis.
Queremos saber:
📌 Quantos profissionais faltam no Mariano Coelho?
📌 Quantos faltam no Telecila Freitas?
📌 Quantos leitos estão efetivamente funcionando?
📌 Quantos equipamentos estão parados?
📌 Quanto o Estado gasta com cooperativas e terceirizações?
📌 Quais contratos estão vigentes?
📌 Quanto custaria substituir progressivamente esses serviços por servidores efetivos?
Transparência é obrigação pública.

À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA:

Fiscalizem o Governo.
Realizem audiências públicas no Seridó.
Visitem os hospitais.
Chamem trabalhadores e usuários.
Exijam informações sobre contratos, terceirizações, equipamentos e recursos públicos.
Deputado não pode lembrar dos hospitais apenas durante eleição.

AO TCE/RN:

Auditagem rigorosa dos contratos, terceirizações, cooperativas, equipamentos e despesas da rede hospitalar.
Queremos saber se a terceirização permanente de atividades essenciais representa a solução mais econômica e eficiente para o Estado.
O dinheiro público precisa produzir saúde pública.

AO MINISTÉRIO PÚBLICO:

Acompanhe a situação dos hospitais regionais e cobre soluções concretas.
O sindicato solicita especial atenção para situações que possam comprometer a continuidade, segurança e qualidade da assistência.
Saúde envolve vidas e não pode esperar indefinidamente por soluções administrativas.

AO MINISTÉRIO DA SAÚDE:

O Governo Federal também precisa participar da reconstrução da rede estadual.
O SUS é tripartite.
Queremos investimentos, apoio técnico, fortalecimento da regionalização e financiamento adequado para que o Seridó possa oferecer assistência especializada sem obrigar seus moradores a percorrer grandes distâncias em busca de atendimento.

O SERIDÓ QUER UM SUS FORTE!

O Sindsaude Regional do Seridó não aceita que a população do interior seja tratada como cidadã de segunda categoria.
Defendemos:
✔️ Concurso público
✔️ Servidores valorizados
✔️ Equipamentos públicos
✔️ Hospitais estruturados
✔️ Fim da precarização
✔️ Redução planejada da terceirização
✔️ Fiscalização dos contratos
✔️ Transparência dos gastos
✔️ Regionalização de verdade
✔️ SUS 100% público e de qualidade
Não somos contra profissionais ou empresas que eventualmente prestem serviços ao SUS dentro da legalidade.
Somos contra a dependência permanente do Estado em relação a soluções privadas para garantir atividades que são estruturais e essenciais ao funcionamento dos hospitais públicos.
O Estado precisa recuperar sua capacidade de fazer aquilo que é sua obrigação.

NOSSO RECADO É CLARO

Mariano Coelho e Telecila Freitas são patrimônio público do povo do Seridó.
Não podem funcionar no improviso.
Não podem sobreviver de soluções emergenciais.
Não podem depender eternamente de terceirizações.
E não podem ser abandonados à própria sorte.
Queremos mais investimento público.
Queremos mais servidores.
Queremos equipamentos funcionando.
Queremos gestão eficiente.
Queremos hospitais públicos fortes.

O SUS NÃO É MERCADORIA.

SAÚDE PÚBLICA É DIREITO DO POVO!

Sindsaude Regional do Seridó

Em defesa dos trabalhadores da saúde, do serviço público e de um SUS forte, gratuito, universal e de qualidade.

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